domingo, 17 de dezembro de 2017

JANTAR DE NATAL DO BE-PTM







Confraternização dos bloquistas de Portimão por ocasião da festa natalícia.

FRASE DO DIA (720)


Confrontamo-nos agora, frequentemente, com situações não de eficiência privada, mas de ilegalidade que a regulação e a fiscalização não detetam a tempo. Porquê?

JUSTÍSSIMO!


Nicolau Santos, Expresso Economia 

sábado, 16 de dezembro de 2017

ACTIVISTA PALESTINIANO EM CADEIRA DE RODAS ASSASSINADO PELOS ISRAELITAS


Em memória do activista, confinado a uma cadeira de rodas, Ibrahim Abu Thuraya de 29 anos que perdeu as duas pernas num ataque de mísseis israelitas em Gaza, 2008, e que ontem foi assassinado pelos criminosos de guerra de Israel. 

É URGENTE LEGALIZAR A CANNABIS PARA FINS MEDICINAIS



Depois da audição parlamentar que o Bloco de Esquerda promoveu esta segunda-feira, (12 Dez.) “onde deixou garantias que, no início do próximo ano, vai apresentar um projeto de lei para legalizar a canábis para fins medicinais”, o deputado bloquista assina hoje no Público um excelente artigo de opinião onde realça os benefícios medicinais que a cannabis proporciona e tanto assim é que “na Europa há inúmeros países que legalizaram a prescrição e dispensa de cannabis para fins medicinais, entre eles a Itália, a Holanda, a República Checa, a Dinamarca ou a Alemanha”.
A cannabis é uma das plantas mais estudadas do mundo, principalmente no que respeita ao seu uso medicinal. São dezenas de milhares de estudos feitos ao longo de vários anos e que ganharam novo estímulo aquando da descoberta do sistema canabinóide endógeno. Existe evidência científica acumulada que permite dizer que a utilização desta planta tem efeitos terapêuticos e que o seu consumo é benéfico em inúmeras patologias e quadros sintomatológicos.
Há muito tempo que se sabe que a cannabis é eficaz no tratamento da dor, na diminuição da náusea associada à quimioterapia, na estimulação do apetite ou no tratamento do glaucoma. E a investigação mais recente comprova o benefício desta planta em muitas outras doenças, como é o caso de doenças neuromusculares, doenças neurodegenerativas, epilepsia, síndrome de Dravet, distúrbios alimentares, VIH/sida, fibromialgia, síndrome de Tourette, entre tantas outras.
É hoje mais do que sabido e comprovado que a cannabis — administrada através da flor desidratada, ou através de óleo, resina, manteiga ou outras preparações — pode garantir melhor qualidade de vida, pode controlar ou anular sintomas associados a determinadas doenças e pode ajudar na recuperação e na cura. Coloca-se então a questão: por que razão continua ilegal para fins medicinais? Por que razão não pode ser prescrita pelos médicos? Na verdade, não há nenhuma razão para que tal aconteça.
Tem efeitos secundários? Pode ter, mas não terá mais do que outros medicamentos já existentes e que são prescritos todos os dias. Aliás, em muitas situações, os efeitos secundários serão menores do que os associados a outros medicamentos.
Trará problemas de saúde pública? Não. Problemas de saúde pública existem quando se negam tratamentos eficazes a quem deles necessita, e acontecem quando se empurra as pessoas para o mercado negro, onde compram cannabis sem qualquer tipo de controlo de qualidade.
Já foi tentado em algum país? Na Europa há inúmeros países que legalizaram a prescrição e dispensa de cannabis para fins medicinais, entre eles a Itália, a Holanda, a República Checa, a Dinamarca ou a Alemanha. Há já 29 estados dos EUA que fizeram o mesmo e o Canadá já permite a prescrição de cannabis desde o início do milénio e o autocultivo para fins medicinais desde 2001. Na América Central e do Sul há vários países a avançar no mesmo sentido, como é o caso da Argentina, do México, do Uruguai ou do Peru.
Repito: face à evidência científica e às experiências internacionais, não há nenhuma razão para que a cannabis para fins medicinais se mantenha ilegal no nosso país. Não há nenhuma razão para que esta ferramenta terapêutica não esteja disponível e não seja utilizada em favor dos doentes.
Por isso mesmo é que o Bloco de Esquerda está a discutir e a preparar um regime jurídico para a legalização da cannabis para fins medicinais. Com ele permitiremos que os médicos possam prescrever esta planta sempre que acharem que ela é o tratamento mais benéfico e eficaz para os utentes; com ele permitiremos que a planta e as suas preparações estejam disponíveis e sejam dispensadas nas farmácias; com ele queremos que as pessoas a quem tenha sido receitada cannabis possam ser autorizadas a cultivar uma quantidade controlada de plantas em sua casa.
Quando falamos de legalizar a cannabis para fins medicinais, estamos a falar do direito à saúde; estamos a falar do acesso a um tratamento eficaz e seguro. E porque é de uma questão de saúde que estamos a falar, esperamos conseguir recolher um consenso em torno desta proposta, desde os profissionais de saúde até várias associações de doentes, passando pelos vários partidos políticos.
Porque há pessoas que não podem esperar mais para aceder a um tratamento que lhe é benéfico, mas que não lhe é possível por impedimento legal.

CITAÇÕES


Na realidade, uma parte da elite nacional desligou-se material e ideologicamente do país, indo para fora mesmo cá dentro.
(…)
[Centeno é] alguém que joga bem pelas enviesadas regras de um jogo definido pela elite ordoliberal alemã, que, como poder soberano da zona, também define as suas excepções, naturalmente.
(…)
Os contribuintes nacionais pagam pelos desmandos dos bancos, mas o capital estrangeiro fica com um maior controlo de um sistema mais vulnerável a prazo.
(…)
Mário Centeno seguirá — representará — as instruções formais e informais de manuseamento da mais poderosa máquina de liberalização jamais criada.
João Rodrigues, Público (sem link)

Todo o caso [Raríssimas], nos seus múltiplos aspectos e contornos, é um nojo.
(…)
Neste caso até há contornos de nepotismo, ou seja, de titulares políticos de órgãos de Estado que favorecem familiares ou amigos íntimos.
(…)
A ética na política é um bem inestimável e a ética dos políticos é essencial à preservação da vida democrática.
São José Almeida, Público (sem link)

A realidade tem mostrado que os membros do Governo e os outros políticos envolvidos [no caso Raríssimas] não estão a sair-se muito bem das explicações que têm de dar.
(…)
Acresce que o facto de a principal culpada dos desmandos ser uma mulher não é irrelevante.
Pacheco Pereira, Público (sem link)

Ao longo de anos foi-se criando um Estado paralelo nas áreas sociais, sustentado com recursos públicos, mas pouco ou nada fiscalizado pela administração pública.
Pedro Adão e Silva, Expresso (sem link)

A solidariedade dá poder.
(…)
Chegamos ao verdadeiro problema: estamos a transferir imensas funções para instituições com muito pouca massa crítica e participação cívica, que se transformaram em meros prolongamentos informais do estado.
Daniel Oliveira, Expresso (sem link)

A ganância tem sido punida ao longo da história da Humanidade – mas esta não aprende.
(…)
Para comprar a moeda [bitcoin] que não é real é preciso utilizar moedas reais – dólares, euros ou outras.
(…)
Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, defende a proibição da bitcoin.
(…)
Foi à conta de produtos financeiros que ninguém sabia como estavam estruturados que rebentou a crise mundial de 2008.
Nicolau Santos, Expresso Economia (sem link)

A liderança [de António Chora na comissão de trabalhadores] conseguiu um clima de paz social na Autoeuropa que foi várias vezes enaltecido.
Nicolau Santos, Expresso Economia (sem link)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

REUNIÃO DE ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MEXILHOEIRA GRANDE (6/12/2017)


No rigoroso cumprimento das funções para que foram eleitos, os autarcas do Bloco de Esquerda presentes na Assembleia de Freguesia de Mexilhoeira Grande apresentaram na última reunião ordinária deste órgão, realizada no passado dia 6 de Dezembro de 2017, uma moção cujo teor apresentamos, em síntese, a seguir.
Como se pode constatar pelo teor da mesma, tem a ver com uma premente necessidade para o bem-estar das populações da freguesia. Revelando uma incompreensível e arrogante indiferença, os eleitos do PS (7) votaram contra. O PSD (1) absteve-se.
Assembleia de Freguesia da Mexilhoeira Grande
Moção
Melhoria das linhas de Vai-Vem na Mexilhoeira Grande
A Freguesia da Mexilhoeira Grande é uma das freguesias mais isoladas do concelho de Portimão. Esta situação sente-se de forma mais agravada nas zonas rurais do interior da freguesia, com populações avançadas na idade e nítidas dificuldades de locomoção.
Muitas pessoas residentes na Mexilhoeira, Figueira, Senhora do Verde, Montes de Cima, Pereira e noutras localidades da freguesia não dispõem de transporte próprio para se deslocarem à própria Vila, ou à cidade de Portimão para consultas de saúde, ao mercado, ao hospital, ao tribunal, para irem trabalhar ou a quaisquer outros serviços que tenham de recorrer. Precisam assim, do transporte no Vai-Vem.
Sucede que as linhas de Vai-Vem não conseguem dar resposta adequada às necessidades das populações da Freguesia, circulando poucos autocarros. A situação ainda é muito mais grave aos fins-de-semana e feriados em que não há autocarros, ou são drasticamente reduzidos. E quem mais sofre são os utentes e populações.
Importa assim, com urgência, que a Câmara Municipal de Portimão proceda à reformulação e melhoria das linhas de Vai-Vem na freguesia da Mexilhoeira Grande, adequando os horários e percursos ao serviço das populações.
De acordo com o exposto, a Assembleia de Freguesia da Mexilhoeira Grande, reunida em sessão no dia 6 de Dezembro de 2017 aprova a seguinte moção:
- Que o Executivo da Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande interceda junto da Câmara Municipal de Portimão para que proceda à reformulação e melhoria das linhas de Vai-Vem da Mexilhoeira, Figueira e outras localidades da freguesia, adequando os horários e os percursos ao serviço das respetivas populações.
- Enviar esta Moção, depois de aprovada, à Câmara e Assembleia Municipal de Portimão, e divulgá-la pela comunicação social.
A Eleita pelo Bloco de Esquerda
Telma Martins

IMAGINE-SE QUE ACONTECIA A PORTUGAL O MESMO QUE À PALESTINA



FRASE DO DIA (719)


Centeno andará para cá e para lá, entre o centro e a periferia, mas a sua imaginação e a sua realidade estarão cada vez mais no centro.
João Rodrigues, investigador do CES e prof. universitário, Público