sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA NO ALGARVE (5)



O Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve está confiante que o próximo fim-de-semana vai ser um dos momentos altos de luta pela defesa do Serviço Nacional de Saúde no Algarve.
Este Movimento refere que a situação, que se passa no Hospital do Barlavento e em todo o Centro Hospitalar é muito grave, inaceitável e escandaloso, levando cerca de 200 médicos a tomar posição, denunciando a acentuada degradação dos cuidados de saúde no CHA, as práticas autoritárias e chantagistas do seu Presidente, as faltas de medicamentos e de material de uso corrente, o adiamento de cirurgias, os atrasos na realização de exames complementares e a subalternização de todos os serviços hospitalares ao serviço de urgência, entre outras acusações.
Ler mais Aqui

PROTESTO NO RIO DE JANEIRO CONTRA AUMENTO NOS PREÇOS DOS TRANSPORTES




No final da tarde do passado dia 28 de Janeiro, cerca de 500 pessoas participaram do terceiro acto contra o aumento no preço das passagens de autocarros, comboios, barcas e metro no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA NO ALGARVE (4)



COMUNICADO DO SECRETARIADO DA CCDA - BE



É o seguinte o teor do comunicado emitido pelo secretariado da Comissão Coordenadora Distrital do Algarve do Bloco de Esquerda no dia 28 de Janeiro de 2014.


COMUNICADO

Reorganização trouxe degradação!
BE defende saúde pública e exige demissão do Conselho de Administração do CHA
No próximo dia 1, em Portimão, e no próximo dia 2, em Faro, o Bloco de Esquerda marcará presença no Cordão Humano convocado pelo Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve, manifestando assim todo o apoio na luta pela qualidade da saúde pública na região.
A reorganização dos cuidados de saúde no Algarve, iniciada em Maio de 2013, e que deu lugar à criação do Centro Hospitalar do Algarve, desde a primeira hora criticado pelo Bloco de Esquerda, promoveu o encerramento de serviços e valências contribuindo para dificultar o acesso aos cuidados de saúde por parte da população algarvia.
A reorganização trouxe degradação! Tal ficou bem patente através das dificuldades sentidas ao nível das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação, da morte prematura de uma criança na sequência de uma cirurgia, da ausência de realização de ressonâncias magnéticas e das inúmeras dificuldades apontadas pelos 183 médicos assistentes hospitalares, dificuldades essas que são já do conhecimento público.
O Bloco de Esquerda manifestou, em todos esses momentos, a sua preocupação através de interpelações dirigidas ao Governo e manifesta a sua solidariedade para com todos os algarvios, utentes do Serviço Nacional de Saúde na região, no sentido de combater as políticas restritivas de direita ao serviço da troika.
Apelou, por isso, oportunamente à demissão do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e fá-lo-á novamente nos dias 1 e 2 de Fevereiro, em Portimão e em Faro, pelo que apela a que todos os militantes, simpatizantes e amigos do Bloco se solidarizem nesta luta.

A NECESSÁRIA CONVERGÊNCIA À ESQUERDA


O historiador e dirigente do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, assina hoje no Público um excelente artigo de opinião em que refere de forma clara a necessidade de uma convergência que leve “à construção de uma alternativa credível ao neoconservadorismo” embora essa aproximação não possa ser levada a cabo já nas eleições europeias.
O texto de Fernando Rosas é de leitura obrigatória na medida em que clarifica a posição do Bloco frente a muita propaganda de má fé que está a ser levada a cabo pelos opinadores do regime.
À esquerda do PS, existe em Portugal um campo político e social de que o geral dos comentadores, por conveniência ou descuido, costuma esquecer. No entanto, tendo em conta os resultados das eleições legislativas desde 1999 – ano em que nasceu o Bloco –, ele representa, no seu conjunto, entre 15 e 20% dos eleitores deste país e provavelmente bem mais do que isso no que respeita à luta popular contra as medidas de destruição do Estado social hoje em curso. Ou seja, é uma força decisiva quer na resistência à atual ofensiva contra a democracia social e política, quer na construção de uma alternativa credível ao neoconservadorismo.
Não é de admirar que perante a violência e extensão da ofensiva em curso – efetivamente o que temos pela frente é um verdadeiro plano de subversão, uma contra-revolução por enquanto pacífica –, ou perante a generalizada capitulação das sociais-democracias europeias (a aliança de Governo SPD-Merkel; a “viragem” do sr. Hollande; as versões pastosas da “austeridade benévola” do PS de Seguro), é natural, dizia, que neste território da esquerda surjam dúvidas e diferenças acerca do caminho a seguir em tão complexa situação. O que me parece essencial é não perder o norte.
Assim sendo, ninguém pode estranhar que o Bloco de Esquerda, nos recentes encontros com promotores do Manifesto 3D, não tenha achado curial colocar-se na posição de andar a recolher assinaturas para constituir um novo partido com função de “envelope”, mas no qual os seus militantes nem sequer se poderiam inscrever (a dupla filiação partidária é ilegal), muito menos participar na sua direção. Também não se pode estranhar que o Bloco discorde de uma coligação com um projeto de partido que ocultaria divergências programáticas de substância, sobejamente conhecidas, e a pertença a espaços políticos opostos no plano europeu. Tudo para incluir agora quem escolheu afastar-se há bem pouco tempo. Não vejo como podem coexistir na mesma convergência os que defendem uma Europa federal e um governo europeu com os que, como o Bloco, recusam essa perspectiva em nome da democracia na Europa e da soberania dos Estados.
A convergência à esquerda é um processo que há-de respeitar identidades e percursos. E que só pode assentar em princípios e compromissos claros e transparentes, desde logo para quem deposita expectativa e esperança na luta a que metemos ombros. Sem atropelar ninguém e sem enganar ninguém. Por isso mesmo é um processo que exige ponderação, respeito mútuo e persistência.
Eu acho que no Bloco se sabe bem que assim é. Que se sabe, com um saber de experiência feito, que nas condições atuais, à esquerda ninguém chega a bom porto ignorando as outras energias sociais e políticas em tensão. Pensar que se pode prescindir dessa concentração de esforços traduz-se, frequentemente, numa espécie de deriva sectária que, no fundo, oculta a demissão de apostar realmente na alteração das relações de força.
Por isso mesmo, o Bloco apresentou, nos referidos encontros, algumas propostas que me parecem sérias e equilibradas: se os promotores do Manifesto 3D se constituíssem como partido, o Bloco proporia uma coligação eleitoral com base na proximidade evidente de propostas programáticas de resposta à situação atual que entre as duas entidades existe; se esse movimento não optasse pela forma partidária, o Bloco estaria preparado para o considerar na sua autonomia específica e integrá-lo, como tal, nas suas listas eleitorais (uma vez que só partidos ou coligações podem concorrer às eleições europeias e legislativas).
Seja, como for, e mesmo que esse entendimento não seja atingível para as europeias, penso que é preciso continuar a persistir no rumo certo, com base em propostas e bases programáticas claras e comuns.
Haveria, então, de se trabalhar no sentido de uma plataforma política comum da esquerda solidária, sem constrangimentos eleitorais imediatos, aberta à adesão dos partidos, forças sociais ou personalidades que a ela quisessem aderir. E daí partir para o resto.
Lembrem-se de O’Neill: “Há mar e mar”. Nestes 40 anos de Abril acredito que havemos de ajudar a construir, com sabedoria e tenacidade, essa maré alta de esperança que reclamam os que hoje se veem privados dela.

SOBRE O MANIFESTO CONTRA A CRISE


A propósito do Manifesto Contra a Crise – Compromisso com a Ciência, a Cultura e as Artes, o CM colocou algumas questões à escritora Lídia Jorge (LJ), que reproduzimos a seguir:
Em que consiste exatamente o manifesto?
LJ. É um primeiro passo para que haja uma acção concertada na cultura, nas ciências e nas artes contra o ditame económico e orçamental que está a fazer o país recuar em termos de património imaterial.
Qual o objectivo da acção?
LJ. Interpelar a sociedade e chamar a atenção de todos para o empobrecimento que se tem vindo a assistir nesta área. É um arranque para uma reflexão.
Por que razão as pessoas devem assinar o manifesto?
LJ. O nosso país é especial e conseguiram-se muitos avanços com a democracia. Agora assistimos a um recuo extraordinário. Uma sociedade é aquilo que as pessoas conseguem produzir em todos os níveis e o conhecimento está acima de tudo.
O que se pode fazer para tentar inverter a situação actual?
LJ. Apesar de tudo, o que seja uma boa organização em termos universitários e uma cultura universitária que é onde se cria a elite cultural, e melhorar os multiplicadores culturais, para que não decidam apenas com base naquilo que é mais barato. E isto vai além do governo, porque o governo pode mudar, mas a situação vai manter-se igual. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

FIFA INSPECCIONA OBRAS DO MUNDIAL DE 2014



No passado sábado, milhares de pessoas saíram à rua de 36 cidades brasileiras para protestar contra a Copa do Mundo. Apesar de pacíficos os protestos foram atacados pela polícia. Em São Paulo um hotel foi invadido e cercado pela polícia. Um manifestante foi baleado.

PALAVRAS PARA QUÊ? É UM ARTISTA DA MAIORIA DE DIREITA NA A.R.


Hugo Soares é jurista, deputado da Nação pelo PSD e líder da JSD. Para nossa desgraça é um possível futuro candidato a Primeiro-Ministro. Preparemo-nos!
Do alto da sua ignorância, este imbecil nem deve ter reparado na barbaridade que proferiu. A expressão é tão clara que não merece qualquer desmontagem. “Todos os direitos das pessoas” significa mesmo “todos os direitos das pessoas”, sem qualquer equívoco. Para o menino Hugo estamos perante situações tão descartáveis como o direito à vida, o direito à liberdade de expressão de pensamento, o direito de associação, o direito à saúde, o direito à presunção de inocência até prova em contrário, o direito…
Não é preciso procurarmos mais explicações para percebermos a iniciativa da proposta deste ignorante, no sentido de se realizar um referendo sobre co-adopção nas condições e no formato que definiu…

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O MAIOR IRS DE SEMPRE



São os portugueses mais desfavorecidos e a classe média que vão apanhar as canas do foguetório que o Governo tem vindo a deitar, baseado nos resultados orçamentais de 2013. Assim, no último ano, o Estado arrecadou 12,3 milhões de euros de IRS, ou seja, mais 3223 milhões do que em 2012, o que corresponde a um aumento de 35,5% em relação ao ano anterior onde a carga fiscal já foi brutal. Esta situação é tanto mais grave quando o Governo decidiu reduzir o IRC, um imposto sobre as empresas. Enquanto o aumento do IRS leva a uma redução do rendimento disponível dos portugueses, a redução do IRC não conduz a um aumento do investimento porque este é determinado pela taxa de lucro e não por perdões fiscais.
Mais Aqui